As forças de segurança sírias na província nordestina de Raqqa libertaram 126 detidos de uma prisão que era gerida pelo grupo terrorista YPG, todos com menos de 18 anos, informou a Alikhbaria Syria TV no sábado.
Citando uma fonte de segurança anónima, o canal disse: «A segurança interna libertou 126 prisioneiros da prisão de Al Aqtan, em Raqqa, todos com menos de 18 anos.»
O Ministro da Informação, Hamza al Mustafa, disse na rede social norte-americana X que imagens publicadas pela Agência de Notícias Árabe Síria (SANA) mostravam a libertação dos detidos.
«Estas crianças não são meros detidos; são filhos e filhas cuja infância foi roubada. Deveriam estar nas escolas e nos parques infantis, não atrás das grades. Cada rosto entre eles carrega uma história de medo, separação e inocência perdida», acrescentou.
Al Mustafa salientou que «não há slogan, justificação ou razão de segurança que possa explicar a presença de uma criança numa cela de prisão», afirmando que a sua situação fere a consciência da humanidade.
No X, o Porta-Voz Presidencial Ahmed Muaffaq Zaidan chamou à detenção um «escândalo total levado a cabo por gangues que ultrapassaram os limites do tempo e do espaço».
Na sexta-feira, o Ministério da Justiça anunciou que assumiu oficialmente o controlo da prisão de Al Aqtan após a retirada dos terroristas do YPG, como parte da extensão da autoridade do Estado e da restauração das instituições para operar sob a lei.
O Ministério do Interior também começou a rever os arquivos dos detidos.
Na sexta-feira, o Exército sírio anunciou que as suas unidades tinham começado a transferir elementos do YPG da prisão de Al Aqtan e arredores, em Raqqa, para a cidade de Ayn al Arab, a leste de Aleppo, afirmando que isso representa a primeira fase da implementação do acordo de 18 de janeiro, abrindo caminho para que o governo assuma o controlo das instalações.















