As discussões sobre o futuro de Gaza devem começar com a cessação total da agressão israelita, afirmou o grupo de resistência palestiniano Hamas, após o Conselho de Paz do Presidente dos EUA, Donald Trump, se ter reunido pela primeira vez.
“Qualquer processo político ou qualquer acordo em discussão relativo a Gaza e ao futuro do nosso povo palestiniano deve começar com o fim total da agressão, o levantamento do bloqueio e a garantia dos direitos nacionais legítimos do nosso povo, em primeiro lugar o seu direito à liberdade e à autodeterminação”, declarou o Hamas num comunicado na quinta-feira.
O conselho de Trump reuniu-se para a sua sessão inaugural em Washington na quinta-feira, com vários países a prometerem financiamento e pessoal para reconstruir o território palestiniano, mais de quatro meses após o início de um frágil cessar-fogo entre Israel e o Hamas.
Benjamin Netanyahu insistiu, contudo, que o Hamas deve desarmar antes de qualquer reconstrução ter início.
“Acordámos com o nosso aliado, os EUA, que não haverá reconstrução de Gaza antes da desmilitarização de Gaza”, afirmou Netanyahu.
O líder israelita não esteve presente na reunião em Washington, mas foi representado pelo seu Ministro dos Negócios Estrangeiros, Gideon Saar.
Trump afirmou que vários países, maioritariamente do Golfo, prometeram mais de sete mil milhões de dólares para reconstruir o território.
A Indonésia, país de maioria muçulmana, assumirá o cargo de comandante-adjunto numa incipiente Força Internacional de Estabilização, segundo declarou o chefe norte-americano da unidade, major-general Jasper Jeffers.
Trump, cujo plano para Gaza foi aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU em novembro, afirmou ainda que cinco países se comprometeram a fornecer tropas, incluindo Marrocos, Cazaquistão, Kosovo e Albânia.









