Os eleitores portugueses vão às urnas no domingo para eleger o seu próximo presidente, com as sondagens a apontar para uma possível segunda volta, num contexto de crescente apoio à extrema-direita.
À medida que o atual Presidente conservador Marcelo Rebelo de Sousa, que obteve quase 60% dos votos em 2021, conclui o seu segundo e último mandato de cinco anos, 11 candidatos disputam a sua sucessão. Entre eles está André Ventura, do partido de extrema-direita Chega, que obteve quase 12% dos votos na última eleição presidencial.
Outros candidatos de destaque são Luís Marques Mendes, do Partido Social Democrata (PSD), de centro-direita, no poder, António José Seguro, do Partido Socialista, da oposição, João Cotrim de Figueiredo, do partido Iniciativa Liberal, e o candidato independente Henrique Gouveia e Melo.
De acordo com uma sondagem divulgada na quarta-feira pela RTP Notícias, parece quase certo que haverá uma segunda volta, marcada para 8 de fevereiro, com Ventura e Seguro a avançarem.
A sondagem mostra Ventura na liderança com cerca de 24% dos votos, seguido de perto por Seguro com 23%, enquanto Figueiredo fica atrás com 19%.
Portugal realizou uma segunda volta nas eleições presidenciais apenas uma vez, em 1986, quando o antigo primeiro-ministro socialista Mário Soares reverteu uma derrota na primeira volta e venceu Freitas do Amaral.
A campanha decorreu num contexto de debates sobre a desigualdade social, os baixos salários, a escassez de habitação, as restrições aos direitos dos migrantes e as políticas laborais introduzidas pelo governo conservador do primeiro-ministro Luís Montenegro.
O Chega, fundado há sete anos e liderado por Ventura, tornou-se o principal partido da oposição pela primeira vez após as eleições parlamentares antecipadas realizadas em maio passado.
Embora se espere que Ventura vença a primeira volta, os analistas afirmam que será difícil garantir uma maioria absoluta na segunda volta.
Cerca de 11 milhões de eleitores estão registados para as eleições, incluindo aproximadamente 1,6 milhões que vivem no estrangeiro.













