AMÉRICA LATINA
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Putin apoia Maduro contra pressão dos EUA e promete aprofundar laços económicos e energéticos
Os dois líderes conversam ao telefone depois de os EUA terem apreendido um petroleiro ao largo da costa da Venezuela, o mais recente ponto de atrito entre os dois países.
Putin apoia Maduro contra pressão dos EUA e promete aprofundar laços económicos e energéticos
"Vladimir Putin expressou solidariedade com o povo venezuelano", diz o Kremlin. / Reuters

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, reafirmou o seu apoio à Venezuela numa chamada telefónica com o seu aliado de longa data, o Presidente Nicolás Maduro, informou o Kremlin.

A chamada ocorreu após os Estados Unidos apreenderem um petroleiro na costa venezuelana, o mais recente de vários pontos de atrito entre os dois países.

A Rússia tem cultivado relações cordiais com a Venezuela, com Maduro a visitar Moscovo no início deste ano, onde assistiu a um desfile militar anual e assinou um amplo acordo de parceria com Putin.

Numa chamada telefónica na quinta-feira, “Vladimir Putin expressou solidariedade com o povo venezuelano”, informou o Kremlin num comunicado.

O líder russo também “confirmou o seu apoio à política do governo de Maduro destinada a proteger os interesses nacionais e a soberania face à crescente pressão externa”, acrescentou o comunicado.

Foi reconfirmado o compromisso mútuo de implementar de forma consistente projectos conjuntos nas áreas comercial-económica, energética, financeira, cultural-humanitária e outras, de acordo com o comunicado.

Na quarta-feira, as forças armadas dos EUA apreenderam um petroleiro venezuelano — tropas desceram de rapel do helicóptero para o convés do petroleiro e entraram no navio com armas em punho.

Washington acusou Maduro de liderar um cartel de drogas, o que ele nega. Maduro afirmou que os EUA estão buscando uma mudança de regime devido às vastas reservas de petróleo da Venezuela.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, enviou navios de guerra para uma zona próxima da Venezuela, e pelo menos 87 pessoas foram mortas em pelo menos 22 ataques a embarcações no Pacífico Oriental e no Mar das Caraíbas.

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